Alfa: o eReader que promete
O que não tem faltado no mercado são eReaders — os leitores de conteúdo digital à base de e-ink, a tinta eletrônica que simula o papel na tela. Inclusive modelos feitos no Brasil estão chegando no mercado.
O Alfa, eReader que a Positivo lançará em agosto, será diferente dos outros. Não tanto em funcionalidades, mas no método de distribuição e na parceria com livrarias. A idéia da empresa é ambiciosa: não se trata de simplesmente entrar no mercado de leitores digitais. A meta é sacudir o mercado editorial brasileiro que, convenhamos, ainda está bem caidinho.
O Alfa abriga uma tela sensível ao toque de 6″, com 16 tons de cinza. O primeiro modelo só terá conectividade pela USB, mas um modelo wifi está previsto até o final do ano. Virá com slot para cartões de memória, mas já conta com 2GB internos (dá para uns 1500 livros no formato ePub, mas ele também é compatível com arquivos PDF e txt.
Mas as especificações técnicas são um detalhe. O que me faz acreditar que ele se destacará de todos os outros é o modelo de negócios por trás.
Em primeiro lugar, estamos falando da Positivo, pioneira no uso da informática para a educação e a responsável pela popularização dos PCs no país. E é justamente escala e distribuição que farão a diferença.
Além das boas relações com os varejistas, a Positivo quer fazer decolar o segmento de livros digitais no país com o apoio de grandes livrarias e editoras. O Alfa é aberto e suportará os formatos dos ebooks já vendidos pela Saraiva e Cultura. Do lado das lojas e editoras, a força da Positivo poderá deslanchar a venda de livros eletrônicos, que ainda é irrisória. Aumentando a procura e as vendas, mais títulos ficarão disponíveis. Trata-se de um círculo vicioso: as editoras não aumentam o catálogo por causa da baixa procura. E as pessoas não compram porque a oferta de títulos ainda é minúscula!
Para o usuário comum, não interessa padrões de arquivos, formatos e outras nerdices. O que elas querem é comprar seus livros onde quiserem e usarem seu leitor. E é aí que fica o calcanhar de aquiles da Amazon e da Apple.
domingo, 24 de julho de 2011
Posted by leon@rdo on 15:15













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